Tuesday, March 13, 2007



BATUKU

Ritmo de compasso ternário o Batuku é uma forma musical com similitudes em diferentes Países da Àfrica segundo a exploração da história e a implementação feita por vários músicos do Jazz seja qual for a origem.


As afinidades culturais de um povo ou de uma cultura podem ser identificadas e notadas teoricamente como é nosso caso mas também através de estudos antropológicos ou pesquisas gerais. O que podemos constatar é que o Batuku da Ilha de Santiago tem as suas expressões e manifesta uma particulariedade que está definida por um envolvimento social distinto na vida das mulheres.

Actualmente o batuku num certo meio tem enveredado por um caminho que conduz-lhes para a política influenciando fortemente no sentido das letras que normalmente tem um senso humorístico e libertador. O estilo de batuku foi estilizado ligeiramente por alguns grupos musicais da década 80 apesar do suporte ou sustentáculo nesse género que é a vocalização puxar por um acompanhamento estruturado onde se podia empregar acordes um pouco mais adequado ao nível do canto a voz guia no batuku soa à primeira mão ou na partida um tanto esganiçado representando melodias como os falsetes ou tons que não são muito claros ficando entre uma nota e outra.



Essa maneira de cantar ausente parece monótona sem a conjugação melódica e faz nos lembrar a história do blues e do jazz no início onde os escravos cantavam para manifestar o seu blues utilizando instrumentos rudimentares. Nácia Gomi é o exemplo memorável da forma de expressar o canto cuja a atonalidade marca voluntariamente uma riqueza a ser explorado exigindo estudos avançados de harmonização para essa aplicação. As letras do batuku são muito longas discernidas de provérbios e pequenos contos. Nos dias de hoje surge um novo favorito nesse circuito que é um dos artistas muito sensíveis, talentoso e especial, o Tcheca que tem formalizando um conceito moderno de harmonisação adequado à sua forma particular de cantar. No intuito de melhorar e criar um debate sobre uma tese que engloba os nacionalistas, os percursores e conservadores concentrados em progredir evoluir e desenvolver a estética da nossa música adianto uma hipótese de reflexão a propósito de uma certa oposição musical dos alados nacionalistas cujos os rumores foca o critério da imposição do compasso 6/8 (seis por oito) no batuku.


Numa outra alínea vislumbra-nos o pulsar da guitarra o jogo das palavras e o ambiente caloroso das interpretações do Tcheca.

Título: “Batuku”
A forma e o Estilo

Autor: Zéquinha (Magra)


Fotos: César Cardoso

Thursday, September 14, 2006




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Fotos: Abraão Vicente